Mostrando postagens com marcador Costura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Costura. Mostrar todas as postagens

5.6.16

Quando o relacionamento vai mal...

Voltei. Depois de alguns meses em off resolvi voltar aqui e escrever como anda minha rotina criativa. Durante esse tempo eu nem tinha sobre o que escrever, meu relacionamento com a costura não estava muito bem, as coisas andavam meio conturbadas nós, então resolvi me afastar um pouco e nos demos um tempo.
Antes dessa crise, tudo estava bem, eu estava costurando a todo vapor, minha criatividade estava a mil e então resolvi aproveitar essa maré para abrir o boteco e aceitar algumas encomendas. E foi aí que as coisas começaram a desandar...
Me decepcionei comigo e até achei que nosso amor estivesse indo por água abaixo, eu estava impaciente e mal conseguia fazer uma costura reta sem me irritar por alguma coisa. Para resumir, não aguentei a pressão da vida de costureira e pedi para sair antes de entrar, literalmente!
Mas, como acontece com todo amor verdadeiro, resolvemos nos dar uma nova chance e ontem iniciei uma nova jornada, estou aprendendo a costurar peças criativas e lindas, como esse sapatinho de bebê: 


Fiquei apaixonada pelo resultado e já estou planejando costurar e bordar e assim unir minhas duas paixões em um sapatinho.
E vai ser no meu tempo. Trabalho de segunda a sexta, tenho marido, em breve terei filho para criar, então, não, não terei estoque. Talvez eu aceite uma ou outra encomenda, que farei com o mais absoluto amor. Mas, se eu disser que não entregarei de imediato, não me chame de costureira enrolada, afinal, não sou costureira e enrolada não é o melhor adjetivo, pois sou mesmo é apaixonada pela costura e nada mais que isso. 

28.2.16

Costurando a vida

Toda quarta-feira eu acordo bem animada, porque é o dia da minha aula de costura. Sim, eu faço aulas de costura há quase um ano e amo! Quando digo que gosto de costurar metade das pessoas ficam admiradas e até admitem que gostariam de aprender a fazer suas próprias roupas e a outra metade me olha como se eu fosso um ser de outro planeta... não me importo, afinal, fazer o que todo faz e gostar do que todo mundo gosta nunca foi o meu forte.
Mas falando sobre costurar, essa atividade semanal tem me ensinado algumas lições ao longo desses meses. No início eu chegava em minhas aulas portando um arsenal de guerra, vários tecidos, revistas, aviamentos e até um caderno com croquis que eu mesma desenhava. Queria fazer um guarda-roupas completo em apenas três horinhas de aulas, míseras quatro aulas por mês. Eu tinha planos para fazer roupas em série, vários modelos, várias cores, muitas peças e todas feitas por mim com amor (eu julgava ser com amor...). Tenho certeza que a professora me olhava com pena e previa que minha ficha cairia um dia, podia demorar, mas um dia ela cairia. E caiu. Percebi que com aquele entusiasmo todo eu não iria aprender a costurar (com amor), eu montaria uma oficina chinesa de trabalho escravo.
Costurar com amor é outra coisa e requer muito mais do paciência e dedicação. É preciso ter consciência e estar de corpo, alma e coração. Só assim podemos aprender de verdade e fazer o amor durar, porque vida costureira não é fácil!
Costurar é um processo minucioso onde é possível perceber a importância de cada etapa para então se deliciar com a sensação de costurar o “vestido mais lindo do mundo”! É necessário planejar todos os detalhes do feitio:  tirar as medidas, modelar, riscar em papel, cortar o tecido, costurar (desfazer muitas vezes) e passar a ferro. Passar a ferro é importantíssimo! O vestido não fica pronto até você usar um ferro bem quente, tirando todas os amarrotados e pequenas imperfeições. O calor deixa tudo impecável, como na vida. Rubem Alves mesmo disse sabiamente que “...a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente”.  
Costurar me fez muito bem e tem me ensinado a cada aula que é preciso respeitar o tempo de cada etapa, inclusive na vida e que é preciso fazer as tarefas com c(alma), para fazer bem feito. Ah! E o mais importante, que o acabamento, o toque final da costureira, faz o coração de quem usa uma peça costurada com amor bater mais forte, o importante não é terminar uma peça, é terminar o “vestido mais lindo do mundo”!
Hoje sei que estou costurando com amor e com muita vontade de ser uma pessoa melhor, não melhor do que ninguém, mas melhor para o mundo.

25.1.16

Par perfeito!

Ano passado me aventurei em um mundo novo, o mundo maravilhoso da costura! Sim, é maravilhoso! Já se passaram quase um ano e continuo a cada dia mais apaixonada pela máquina de costura e tenho mil e um planos.
Já fiz várias peças, inclusive para minhas amigas e minha família, e a cada peça sinto a mesma satisfação ao final do trabalho. 
Até arrisquei desenhar alguns croquis e o resultado não foi nada mal. É muito prazeroso planejar um novo modelo, comprar os aviamentos, debruçar na máquina por algumas horas e, depois pronto, constatar que ficou exatamente como você queria. 
E entre uma costura e outra eu encontrei outra paixão, o bordado livre. Bordar é delicado, requer atenção, paciência e relaxa bem mais que yoga, garanto! Minha mente voa e dança por aí enquanto bordo. Tem coisa mais delicada quanto dizer que alguém borda os dias? Bordar é desenhar e colorir com linhas e agulhas, é esperar o tempo de colher o fruto.
Há quem diga que é uma atividade reservada às avózinhas, na verdade, é reservada aos que conhecem o valor de esperar. E se tem uma coisa que desejo do fundo do coração é aprender a esperar. 
E uma amiga do trabalho me confiou uma missão muito especial, pediu que eu fizesse um avental para presentear seu namorado.
Foi um trabalho processual: fazer o molde, cortar o tecido, costurar e por fim, arrematar com um bordado que deu vida ao avental. 
E o resultado foi esse: 


Fiquei apaixonada! E depois de fazer esse avental só posso concluir que o bordado e a costura foram feitos um para o outro!